CARTA AO CONSELHEIRO

Conselheiro;

Se você vai orientar minha vida e moldar meu coração, lembre-se que sou frágil.

Não me olhe de "cara amarrada" se não me compreende.
Tenha paciência comigo.
Não se aborreça comigo, com minha alegria barulhenta. Associe-se a ela.
Não encha minha cabeça com noções supérfluas. Ensine-me o útil, o verdadeiro, o belo. Ajude-me para que meus olhos aprendam a ver e a minha alma possa sentir.
Trate-me com brandura agora que sou bem jovem, para que quando quando chegarem as dores que me aguardam, as lembranças de sua bondade me sejam como bálsamo benfeitor.
Não me repreenda injustamente; examine primeiro a causa da minha falta e verá, via de regra, atenuada a minha culpabilidade.
Ame-me, assim como um pai ama um filho, mesmo que eu não saiba demonstrar, também o amarei muito.
Se me ensinar com amor, poderei aproveitar suas lições; caso contrário, jamais poderei compreendê-lo.
Cultiva-me, assim como jardineiro faz com suas flores que lhe alegram a vida; eu também alegrarei a sua experiência com o meu eterno agradecimento e doce lembrança.
Meu caro conselheiro, que deseja dar luz aos meus olhos, bondade ao meu coração, beleza à minha alma, verdade às minhas palavras, atenderá estes meus pedidos?

(um Embaixador do Rei)

Extraído da caderneta do conselheiro

 
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